quarta-feira, 14 de maio de 2014

Inclusão Social

  È um termo amplo, utilizado em contextos diferentes, em referência a questões sociais variadas. De modo geral, o termo é utilizado ao fazer referência à inserção de pessoas com algum tipo de deficiência às escolas de ensino regular e ao mercado de trabalho, ou ainda a pessoas consideradas excluídas, que não tem as mesmas oportunidades dentro da sociedade, por motivos como:
  # Condições sócio – econômicas
# Gênero
# Raça
# Falta de acesso a tecnologias (exclusão digital)
A inserção dessas pessoas que se encontram a margem da sociedade ou o acesso as tecnologias aos excluídos digitais ocorre, geralmente, por meio de projetos de inclusão social, o que reforça a utilização desse termo. Porém, alguns autores defendem que não existe o “fora” ou “dentro” da sociedade, já que todas as pessoas são produtos dela.
  O processo de inclusão social de pessoas com necessidades especiais tornou-se efetivo a partir da Declaração de Salamanca, em 1994, respaldada pela Convenção dos Direitos da Criança (1988) e da Declaração sobre Educação para Todos (1990).
Os projetos de inclusão social de maior repercussão são os seguintes:
- O processo de inclusão das pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas de ensino regular;
- A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho nas empresas com mais de cem funcionários, proporcionalmente.
- O sistema de cotas para negros, índios e estudantes egressos da escola pública nas universidades;
A inclusão social, em suas diferentes faces, é efetivada por meio de políticas públicas, que além de oficializar, devem viabilizar a inserção dos indivíduos aos meios sociais. Para isso, é necessário que sejam estabelecidos padrões de acessibilidade nos diferentes espaços (escolas, empresas, serviços públicos), assim como é necessário o investimento em formação inicial e continuada dos profissionais envolvidos no processo de inclusão, principalmente dos professores.

 

sábado, 10 de maio de 2014

Incluir é possivel



"Ao incluirmos um aluno com necessidades especiais, não podemos nos esquecer que não basta colocá-lo no canto da sala de aula e dar uma folhinha para ele com um desenho para ele pintar. Isso é segregação e não trará benefícios a nenhuma das partes envolvidas. A inclusão é para  qualquer  síndrome ou deficiência, é para todos, pois cada um tem um tempo diferente de aprendizagem. Deixá-los fora da escola, é exclusão. Colocá-los na escola, mas não dar atenção, é segregação. Incluir é fazer com que o indivíduo se torne parte do meio e o meio seja parte deste indivíduo." 

 Trecho do livro "TEA e Inclusão Escolar - Um sonho mais que possível", de Anita Brito de Nicolas Brito Sales (Lançamento: Junho de 2014)

sábado, 15 de março de 2014

Síndrome de Tourette: especialista explica sintomas e tratamento




Doença que é confundida com tique nervoso atinge 1% da população mundial


20/02/2014 às 09h33
Atualizado em 06/03/2014 às 08h31
Ter um tique, muitas vezes, é motivo de piada, mas é um assunto muito sério. Até 20% da população infantil apresenta tiques na fase dos sete anos. Em alguns casos, os tiques permanecem pela vida adulta, em outros tende a reduzir naturalmente. Os tiques podem ser simples ou complexos. E 1% da população mundial tem uma doença associada ao tique que é a Síndrome de Tourette, quando a pessoa desenvolve mais de um tique motor associado a um som vocálico.
Estudos sugerem que mais de 40% dos portadores da doença neuropsiquiátrica também apresentam "toc" (transtorno obsessivo-compulsivo) e cerca de 90%, sintomas obsessivos. Mas atenção: somente um médico pode dar um diagnóstico. O Mais Você conversou com a psiquiatra Ana Hounie, que publicou livros e estudos relacionados com o assunto para entender um pouco melhor essa condição.
O que é tique?
É um movimento involuntário que a pessoa faz completamente sem querer ou depois de sentir uma sensação estranha. Ele tem que descarregar. É difícil de controlar, mas pode ser controlada por pouco tempo. Se for muito intenso ou se a pessoa tiver mais de um tique e eles atrapalhem a rotina, a gente chama de doença. Os mais comuns são os simples que envolvem um grupo muscular, piscar os olhos, fazer caretas, levantar o ombro. Esses são todos tiques motores. Os tiques vocais são barulhos simples como pigarrear ou repetir uma silaba.
Síndrome de Tourette
Ela é identificada quando a pessoa tem tiques motores e vocais. As pessoas podem ter só tiques motores, só tiques vocais ou as duas coisas juntas. Quando ela tem os tiques motores e vocais a gente chama isso de Síndrome de Tourette.
Tiques x hábitos
Os hábitos, por exemplo, de chupar o dedo, roer a unha, ficar enrolando o cabelo, são comportamentos que a pessoa incorpora ao seu dia a dia, mas ela não tem a necessidade de fazer. Quando tem a necessidade de fazer, ou seja, se ela não fizer ela vai ficar ansiosa, já é uma coisa mais patológica, pode ser um problema de ansiedade. Por exemplo, uma pessoa que usa óculos e sente alguma coisa escorregando no nariz, ela empurra os óculos para que ele não caia. Esse movimento pode se transformar em um tique e a pessoa continua fazendo isso mesmo que ela não esteja usando os óculos. Esse hábito pode se transformar em um tique.
Gagueira é tique?
A gagueira não e um tique, é uma disfluência da fala, ou seja uma alteração na fluência da fala. A pessoa que é gaga, em geral, ao gaguejar pode piscar os olhos, balançar um pouco a cabeça e, às vezes, se confunde com tiques mas são coisas diferentes.
Tique tem cura?
Tem tratamento. O desaparecimento completo dos tiques acontece em uma porcentagem pequena. Quando a gente fala no curso normal dos tiques, a gente considera que um terço das crianças que começam a ter tiques na infância vão ficar sem tiques na vida adulta. Ou seja, dois terços vão permanecer ou do mesmo jeito ou melhores. Apenas um terço vai ficar sem tiques e isso independe de tratamento, é o curso natural da doença. Com tratamento a gente consegue um bom controle dos tiques. Esses casos raros que são muito graves têm que partir para cirurgias cerebrais e alternativas terapêuticas, até experimentais.