terça-feira, 1 de julho de 2014

Estimulando o desenvolvimento de uma criança com necessidades especiais



Não há duas crianças com necessidades especiais iguais, nem as que têm necessidades especiais semelhantes, vamos explorar as necessidades especiais variadas e saber como estimular uma criança com necessidades especiais e ajudá-la em no processo de seu desenvolvimento

O papel dos pais

Dar amor e apoio -  as criança com necessidades especiais precisam de amor e apoio de seus pais, assim como qualquer criança. Algumas vezes, os pais ficam tão absorvidos pela necessidade de estimular seu filho e compensar sua deficiência que acabam esquecendo que a tarefa mais importante é amá-lo e gostar dele como ser humano. Quando uma criança vê que seus pais gostam de estar com ela, ela aumenta o valor que dá a si própria. Esse sentimento crescente de valor é uma medida importante do sucesso dos pais em criar uma criança com necessidade especial.

Estimule a independência - se você tem uma criança com necessidades especiais, seus objetivos são estimular a independência e ajudar seu filho a desenvolver um sentimento de valor e realização pessoal. Com terapia e jogos, você ajuda o seu filho a lidar com seu problema e realizar seu potencial completo. A quantidade de independência de seu filho vai depender, bastante, não apenas de qual necessidade especial ele possui, mas como você o deixa realizar sozinho cada estágio.
Todas as crianças passam por momentos em que parecem parar de melhorar ou quando podem até regredir um pouco. Esse pode ser um momento especialmente difícil para os pais, pois têm que aprender a avaliar o progresso de seu filho.
Concentre-se em objetivos a curto prazo - quando seu filho atingir um platô (estagnar seu desenvolvimento), olhe para trás e se concentre no quanto ele já progrediu. Este também pode ser um bom momento para esquecer objetivos a longo prazo e se concentrar nos objetivos a curto prazo: alimentar-se com as mãos, vestir-se, repetir a primeira palavra ou frase inteligível ou finalmente ir ao banheiro sozinho. Quando os pais concentram suas energias em um único objetivo a curto prazo, uma criança com necessidade especial pode começar a progredir novamente. Ao parar de observar como a criança lida com esses desafios, como se adapta a novas e maiores necessidades, os pais podem se ajudar a desenvolver expectativas realistas para seus filhos.
As crianças progridem mais quando os pais agem como seus advogados, escolhendo os métodos educacionais mais apropriados, definindo objetivos razoáveis e fornecendo um ambiente caloroso e protetor. Os pais deveriam enxergar a si próprios como parceiros dos profissionais na hora de planejar os cuidados de seus filhos com necessidades espaciais.
Estimulando o potencial de desenvolvimento
A partir do momento em que nascem, as crianças começam a aprender sobre o mundo ao seu redor. Elas aprendem através de seus movimentos e dos cinco sentidos. Quando um ou mais desses sentidos são danificados, a maneira como a criança vê o mundo é alterada e sua habilidade de aprender se altera. Mas com os avanços na medicina, tecnologia e nossa compreensão sobre como os bebês crescem e aprendem, podemos esperar desenvolvimento mental e físico muito maior de crianças com com necessidades especiais do que imaginávamos há uma década. O tamanho desse desenvolvimento depende da extensão da sua limitação, quão breve ela foi diagnosticada corretamente e o quão rapidamente a criança é colocada em um ambiente de estímulos apropriados. Crianças com limitações mentais, por exemplo, precisam de estímulos freqüentes e consistentes devido às suas dificuldades de concentração e memória. Elas também podem ter dificuldades de percepção que tornam difícil compreender o que está acontecendo ao redor e o motivo dessas coisas.
Concentre-se no sentido debilitado - em muitos casos, as habilidades da criança podem ser melhoradas ao estimular o sentido deficiente. Crianças com distrofia muscular, síndrome de Down e paralisia cerebral costumam se beneficiar de um programa de fisioterapia que exercite seus músculos. Exercitar as pernas e pés da criança com casos graves de espinha bífida os preparam para andar com aparelhos e muletas. Já as crianças surdas podem aprender a usar sua audição residual com a ajuda de equipamentos auditivos e treinamento auditivo que aumenta e expande sua habilidade de ouvir. As crianças cegas podem afiar seus outros sentidos para ajudar a compensar sua falta de visão, enquanto aprendem sobre o mundo. E, por último, as crianças com síndrome de Down e paralisia cerebral também podem se beneficiar de terapias visuais, auditivas e ocupacionais.
Trabalhe com uma Equipe multiprofissional - ( fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo) em programas de estímulo preparados para crianças desde o nascimento até os três anos demonstram que mesmo crianças com necessidades especiais graves podem aprender, crescer e participar do mundo que as cerca. Os pais podem guiar muitos dos exercícios desses programas sozinhos, mas quase sempre se beneficiam da supervisão de um especialista. Em atendimentos no centro de saúde, na escola pública ou secretaria da saúde locais direcionados aos atendimentos podem ter um programa de estímulo infantil adequado, ou podem lhe recomendar um  profissional especializado que pode visitar sua casa regularmente para ajudar seu filho e ensinar exercícios e jogos adequados para as necessidades das crianças. Hospitais universitários e organizações privadas que auxiliam crianças com necessidades especiais também são boas fontes de informação.

Use atividades lúdicas - brincadeiras são uma importante forma de aprendizado para todas as crianças. As crianças com necessidades especiais que não podem se movimentar para explorar sozinhas ainda têm a possibilidade de aprender, viajar com a família. Dentro de casa, ela pode ser carregada ou guiada de um cômodo a outro, e realizara atividades que estimulem o tocar, o sentir, ver, cheirar ou ouvir vários objetos. Crianças cegas podem usar suas mãos, rostos, pés e outras partes de seus corpos para explorar e aprender através de atividades sensório motoras. E as surdas precisam de estímulos auditivos, de linguagem e, como todas as crianças, precisam ouvir explicações sobre o que está acontecendo ao seu redor. Figuras em livros e revistas são outra forma de expor essas crianças a lugares, pessoas, animais e formas de vida fora de seu círculo comum.
Brinquedos dão outro meio de compreender nossos corpos e o mundo. Crianças com necessidades especiais podem ter problemas para usar brinquedos convencionais, mas os pais podem adaptá-los às necessidades deles ou criar brinquedos apropriados. Muitas comunidades possuem brinquedoteca que funcionam como recurso para fornecer brinquedos projetados ou selecionados especialmente para crianças com necessidades especiais.No entanto, não importa o quanto um pai ou uma mãe tente dar a seu filho, sempre há limites para o que eles podem conseguir sozinhos.

http://saude.hsw.uol.com.br/necessidades-especiais-infantis3.htm
Autor: Michael Meyerhoff

terça-feira, 24 de junho de 2014

Analise de atividades Lúdicas: Associação de Cores

Universidade do Estado do Pará
Curso de Terapia Ocupacional
Docente: Sandra Almeida
Discente Karoline Faro



Proposta da Aluna Karoline Faro . Aluna do 5º ano do curso de Terapia Ocupacional da UEPA

ASSOCIAÇÃO DE CORES

Objetivos:
Estimular atenção e concentração, a memória, a capacidade viso-motora, o reconhecimento de cores e a diferenciação de texturas

Dinâmica do jogo:
Usado após os 4 anos de idade, composto por um painel com 5 cores, aberto memorize  as cores, após um minuto, cubra o painel e coloque as cores na ordem visualizada.
Pode  pedir ao participante que descreva as cores que estão no painel, analisando se o jogador as reconhece.
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sábado, 21 de junho de 2014

Análise de Brinquedo como Proposta de Atividade




UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE TERAPIA OCUPACIONAL
DISCIPLINA: PRÁTICA EM TERAPIA OCUPACIONAL CLÍNICA II
DOCENTES: SANDRA ALMEIDA
DISCENTE: LÍLIAN VAUGHAN

Análise de Brinquedo como Proposta de Atividade
Brinquedo: dominó de AVDs
Proposta: Jogo composto por 28 peças, sendo que em cada parte diferente do elemento deve ser reconhecida uma AVD.
Idade dos Jogadores: após 3 anos.
PROPOSTA DO TERAPEUTA
Objetivo Geral: Estimular a capacidade cognitiva e motora do participante.
Objetivos Específicos:
·         Estimular atenção e concentração
·         Estimular  a capacidade viso-motora e a capacidade motora fina
·         Estimular o reconhecimento e realização das AVDs
·         Desenvolver o seguimento e o respeito de limites e regras
·         Proporcionar o aprendizado de maneira lúdica
·         Estimular a verbalização e socialização
Dinâmica da Atividade:
·         A atividade deverá ter inicio explicando para os participantes como ocorrerá o jogo, informando as regras da atividade;
·   Dado o início, o primeiro participante deverá colocar uma peça sobre a mesa, após, o segundo precisará depositar outra peça, que seja correspondente a uma AVD, de um dos lados do elemento, e assim sucessivamente até que todas as peças sejam depositadas;
·         O ganhador será o participante que depositar todas as peças primeiro.









sexta-feira, 13 de junho de 2014

AVDs : Uma maneira lúdica de aprender.










Universidade do Estado do Pará
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
Curso de Graduação em Terapia Ocupacional
Disciplina: Clínica da Infância e Adolescência
Docentes: Rita Gaspar / Sandra Almeida
Discente: Flávia Coelho

Brinquedo com análise de atividade

O ambiente hospitalar é composto por fatores que originam a ociosidade, e isso, por sua vez acarreta comprometimento do exercício pleno das atividades de vida diárias (AVD) de pacientes infantis internados. Nesse sentido, faz-se necessário o treino das AVD’S de uma forma lúdica, proporcionando, higiene,e bem estar,melhorando a qualidade de vida.

 AVDs: Uma maneira lúdica de aprender

Proposta do Terapeuta Ocupacional

Apresentação: jogo composto por 16 caixas de fósforo vazias
Número de participantes: individual
Idade dos jogadores: todas as idades

Objetivo geral:
Ø  Estimular a realização das Atividades de vida Diária (AVDs).

Objetivos específicos
Ø  Promover a atenção
Ø  Promover o pensamento lógico
Ø  Estimular a memória
Ø  Estimular a capacidade viso-motora
Ø  Estimular a preensão fina
Ø  Estimular a amplitude de movimento dos membros superiores

Dinâmica da Atividade
Misturam-se as caixas de fósforo,  solicita-se que o jogador as organize a fim de montar uma figura de ações de higiene que devem fazer parte do seu cotidiano como AVD.

Observação:
Ø  Caso o participante encontre dificuldade em finalizar o jogo, o terapeuta ocupacional pode facilitar o processo informando pistas sobre a figura a ser formada, tornando mais fácil a associação do participante frente as peças do jogo.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

BRINQUEDO COM ANÁLISE DE ATIVIDADE: ACERTANDO AS FICHAS

















UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
CURSO DE TERAPIA OCUPACIONAL
DISCIPLINA: PRÁTICA EM TERAPIA OCUPACIONAL CLÍNICA II
DOCENTES: RITA GASPAR E SANDRA ALMEIDA
MONITORA: ALICE MAYARA
DISCENTE: ZENIRA BECKER

BRINQUEDO COM ANÁLISE DE ATIVIDADE

JOGO: ACERTANDO AS FICHAS

PROPOSTA DO TERAPEUTA OCUPACIONAL

Apresentação: Jogo composto por 15 fichas de tamanhos e cores diversas, e uma caixa com cinco aberturas com cores e tamanhos correspondentes às fichas. Sendo que cada abertura na caixa representa um número e as fichas estão em quantidades correspondentes a cada número.

Número de participantes: Individual.

Idade dos jogadores: Crianças na fase de alfabetização.

Objetivo Geral: Estimular a cognição e a coordenação viso-motora.

Objetivo Específico:
v  Estimular o conhecimento das cores e dos números;
v  Estimular a noção de tamanho e de quantidade;
v  Estimular a coordenação motora fina
v  Estimular o movimento de pinça

Dinâmica da Atividade: O terapeuta espalha as fichas sobre a mesa e solicita que a criança coloque a ficha de determinada cor na caixa pela abertura de cor correspondente a esta ficha. Sempre estimulando a criança a associar a quantidade de fichas com o número em algarismo.

Observação:

v      Pode ser solicitada à criança que pegue a maior e/ou menor ficha e coloque dentro da caixa pela abertura correspondente à cor e ao tamanho.
v  Também pode ser disposta á mesa uma maior quantidade de fichas, para que a criança conte e coloque a quantidade correspondente a cada número da caixa, sem que seja induzida a colocar a quantidade certa devido ao número limitado de fichas.